- chefe da nobreza;
- conselheiro de Estado desde 1823;
- membro da regência em 1826;
- presidente da câmara dos pares em 1826;
- presidente do conselho de ministros entre 1828 e 1831;
- condestável do reino aquando das cortes tradicionais de Lisboa de 1828.
Num segundo momento, a 26 de Outubro de 1832, é promovido a Marechal graduado do Exército. Com um objectivo estratégico: a de este conselheiro de Estado supervisionar os tenentes-gerais comandantes das tropas estacionadas na capital e nas fortalezas do Tejo e do Sado, ameaçadas pelo exército libertador do duque de Bragança, que ocupa o Porto desde Julho de 1832. D. Miguel encontra-se, com o Exército de Operações sobre o Porto, no norte do país. O duque está encarregue de proteger a capital, na ausência do monarca.
Vai pertencer ao duque de Cadaval a decisão política de abandonar Lisboa, a 23 de Julho de 1833, perante as forças do duque da Terceira, inferiores numericamente às miguelistas, mas que a aproximação da esquadra de Charles Napier, vencedora da batalha do cabo de São Vicente, poderia transportar com facilidade para a margem norte.
Existe um carta do duque de Palmela para Cadaval, datada de 27 de Julho, propondo a rendição das tropas sob o seu comando (Memórias do conde do Lavradio, “Parte I – 1796 a 1833”, vol. II, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1933, p. 409.
COSTA, Coronel António José Pereira da, Os Generais do Exército Português, II Vol., I T., Lisboa: Biblioteca do Exército, 2005, nº 19-0332, p. 207.
– LAVRADIO, conde do, Memórias…, D. Francisco de Almeida Portugal, comentadas pelo Marquês do Lavradio D. José de Almeida Correia de Sá, Revistas e Coordenadas por Ernesto de Campos de Andrade, vol. I, Coimbra: 1932, “Parte I (1796 a 1833)”, p. 409.
_____________________, “Análise histórico-prosopográfica da correspondência dirigida pelos duques de Cadaval e Lafões ao 2º visconde de Santarém (1832-1833)”, Mátria Digital nº 8, Novembro de 2020-Outubro de 2021, pp. 211-245, https://matriadigital.cm-santarem.pt/…/arq…/106-ensaio-8