Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo

O Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo (1822-1866) vem suprir uma lacuna evidente na área das ciências sociais e humanas em Portugal: a do estudo sistemático da acção política e do pensamento ideológico do infante, regente e rei Dom Miguel. Tem por base arquivos nacionais e internacionais, públicos e privados, familiares e individuais; e o estudo, tão abrangente e exaustivo quanto possível, de bibliografia, da imprensa e da blogosfera.  As balizas cronológicas evidenciadas são as dos primeiros movimentos contrarrevolucionários, no contexto do Vintismo, em 1822; e da morte física do príncipe, em 1866. 

O presente projecto deseja ser um espaço de confluência de contributos individuais e de unidades de Investigação & Desenvolvimento que se dediquem a estas temáticas, numa perspectiva transdisciplinar e comparativa. Para tal, constitui o resultado do esforço colectivo de autores consagrados, investigadores qualificados e de interessados em tais matérias. De todos, enfim, os que demonstrem conhecimento de causa, uso de metodologia apropriada e disponibilidade para sujeitar os seus textos a um sistema de arbitragem científica anónima. 

Criado em Maio de 2022, o PAEM (Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo) organiza, com a regularidade possível, encontros científicos, tertúlias e debates públicos, que reúnam os interessados nestas temáticas, presencialmente e online. 

O dicionarismo crítico pode ser definido como uma forma de organizar, seleccionar e interconectar informação sobre um determinado período histórico, utilizando o modelo clássico de François Furet e de Monia Ozouf (Dicionário Crítico da Revolução Francesa, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1989). Dado que os dados disponibilizados pela Wikipédia portuguesa e nos portais de José Adelino Maltez e de Manuel Amaral sobre esta matéria constituem circuitos informacionais fechados, inacessíveis e não livremente editáveis ([1]), o projecto de um Dicionário Crítico do Tempo de Dom Miguel (1822-1866), inicialmente proposto em 2019, é publicamente apresentado a 28 de Abril de 2025. 

[1] http://maltez.info/respublica/topicos/aaletrab/barros,_leite_de.htm e https://www.arqnet.pt/index.html

 

ENQUADRAMENTO PRÉVIO

 

As guerras civis são tão antigas quanto a humanidade. Na Antiguidade greco-romana, a historiografia começa a narrar os horrores dos conflitos armados intracomunitários. Os conflitos e guerras civis de 1826-1827, 1828, 1832-1834 e 1846-1847 ([1]) abrem divisões na sociedade portuguesa que ainda hoje são visíveis na tessitura social e na memória colectiva. Evocar D. Miguel e com ele miguelistas, legitimistas ou absolutistas, a matéria da legitimidade dinástica e institucional, é falar de situações históricas mal-esclarecidas, habitualmente abordadas de forma descontinuada e isolada. A construção dos estados modernos implica a eclosão de guerras religiosas nos séculos XVI e XVII e, com esses fenómenos, a antecipação do “aflorar de uma idade ideológica” ([2]). No século XIX, as guerras carlistas (1833-1839, 1846-1849 e 1872-1876) marcam a realidade espanhola.

Em Portugal, o tema do miguelismo (e, aqui, dos miguelistas de 1822-1866) é fracturante. É subterrâneo aos debates científicos e mediáticos sobre assuntos histórico-políticos. Está o miguelismo condenado a ser o parente pobre da ciência política e dos estudos de história contemporânea portuguesa? Consideramos que não.  

Em democracia, é utópico obter consensos totais e absolutos. Assim como neutralidade e imparcialidade integrais, no estudo de dois lados da barricada ideológica: neste caso específico, opondo absolutistas e liberais. Para entender a complexidade subjacente, há que recorrer a ferramentas de análise cultural aproximativas como a psicologia de massas, a história das mentalidades cultivada pela Escola dos Annales, a psicologia do desenvolvimento de Erik H. Erikson e a análise de tipos psicológicos de Carl Gustav Jung ([3]).

Sugerimos que existe, por desconhecimento e preconceito social, um repúdio generalizado face aos estudos da contrarrevolução, do legitimismo, do miguelismo e do absolutismo. Tal é visível na forma redutora e insuficiente como as guerras miguelistas são abordadas nos manuais escolares portugueses e nas histórias contemporâneas consagradas. Pelo contrário, é decisivo buscar e alcançar fundamentação crítica ao nível de evidência(s), memória, identidade e comunidade, como reforçam os arquivistas Terry Cook e Jonathan Furner ([4]). Estabelecer um campo comum de intervenção, espírito de comunidade, aberto a arquivistas e historiadores; genealogistas e heraldistas, bloguistas e jornalistas de investigação, proprietários de arquivos pessoais e familiares e, last but not least, gestores de arquivos institucionais. Congregando uma comunidade científica e epistemológica, em rede. De afectos e saberes. De comunicação científica, clara, objectiva, desambigua. Imbuída de boas práticas.

 

PALAVRAS-CHAVE: Estudos do Miguelismo; Tempo de D. Miguel (1822-1866); Arquivística/Arquivologia; Análise Prosopográfica & de conexões ideológicas; Desinformação; Memória Social; História das Mentalidades e das Ideias Políticas; Catarse Social e Histórica; História Religiosa.

 

OBJECTO ESPECÍFICO Um dos proponentes descreve ([5]) o histórico dos Estudos do Miguelismo, da década de 1990 até à actualidade. Tem consagrado bibliografia ao Tempo de D. Miguel regente e rei (1828-1834), agora a alargar ao período histórico de 1822-1866, encarado enquanto o da sua actividade pública documentada. Este projecto constitui um combate por uma história informada, documentada e inovadora. Com uma arquitectura epistemológica transversal, baseada na história das mentalidades e das ideias políticas, bem como na história institucional, religiosa, cultural, diplomática e política.

Socorrendo-se de ferramentas como a arquivística técnica, arquivística histórica ([6]) e a análise prosopográfica & de conexões ideológicas ([7]). Na busca e construção de uma memória social inclusiva e agregadora, que não exclua aqueles que se identifiquem, de algum modo, com o legado do miguelismo. Propiciadora de uma autêntica catarse social e histórica. Almejando, como objecto final, a escrita de uma história crítica do primeiro miguelismo (1822-1866 [8]). Contribuindo para viabilizar o combate efectivo à desinformação, esse flagelo do século XXI, sobretudo a que contribui para fazer da história das direitas em Portugal, entre 1792 e 1976, uma enorme lacuna epistemológica.


Armando Malheiro da Silva, Daniel Estudante Protásio, José Manuel Subtil e Pedro Vilas Boas Tavares

NOTAS

[1] A sublevação contrarrevolucionária de 1826-1827 motivou a intervenção formal de uma divisão militar britânica em Portugal.

[2] Pinto 1996: 53-54.

[3] Erikson 1962 e Jung 1967. 

[4] Cook 2013: 95-120 e Furner 2004: 241-253.

[5] Em Protásio 2021B: 19-23.

[6] É importante distinguir entre a arquivística técnica e a arquivística histórica, por se tratar de duas áreas de que têm por objecto a mesma realidade (a documental), mas que são imbuídas de intuitos diferentes. À falta de melhor definição momentânea, as diferenças entre uma e outra podem ser comparáveis às que separam a historiografia (estudo da escrita e do método histórico) e a filosofia da história (sistema ideológico e político, com base numa determinada percepção do devir histórico).

[7] Com estes conceitos, pretende-se descrever, registar e inventariar as relações de parentesco e as afinidades ideológicas no seio das elites políticas, ideológicas, culturais, diplomáticas e militares do miguelismo.

[8] A um primeiro miguelismo, o do tempo de Dom Miguel I (1822-1866), poder-se-á acrescentar os de Dom Miguel II (1866-1920) e os de Dom Duarte Nuno (n. 1907; m. 1976), segundo a interpretação dinástica legitimista. 

Bibliografia consultada especificamente para a elaboração deste documento-síntese

1. Instrumentos de Descrição Documental (IDD)

 

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2. Arquivística (técnica e histórica); Arquivos de Família; temáticas afins

 

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Parcerias