Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo

Trás-os-Montes e Douro Vinhateiro

Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)

Actualizado a 1 de Julho de 2026 (Primeira versão: 19 de Setembro de 2025)

A região de Trás-os-Montes e Douro Vinhateiro é rica em figuras da elite nobiliárquica e eclesial associadas ao miguelismo. Entre as que se conseguem identificar, podem ser elencadas as seguintes:

– Frei Miguel da Madre de Deus da Cruz, arcebispo de Braga;
– D. João de Magalhães e Avelar, bispo do Porto;
– o 1.º marquês de Chaves (também 2.º conde de Amarante);
– o 1.º conde de Vila Real;
– os viscondes de Peso da Régua, de Santa Marta (de Penaguião), de Canelas e de São João da Pesqueira;
– António de Lacerda Pinto da Silveira Teixeira Guedes da Fonseca.

Alguns desses aristocratas nascem e/ou morrem dentro deste território, a saber:

– em Canelas (do Douro, freguesia do município de Peso da Régua);
– em Lamego (hoje sede de concelho);
– em Mateus e Vila Real (município de Vila Real);
– em Santa Marta de Penaguião (hoje sede de concelho);
– em Vila Pouca de Aguiar (hoje sede de concelho);
– em Torre de Moncorvo (hoje sede de concelho).

Canelas (do Douro)

– Solar dos Silveiras, ou Casa da Família do General Silveira, na Rua da Cadeia (https://imovel.patrimoniocultural.gov.pt/detalhes.php?code=71517), no qual nasce o 1.º conde de Amarante, conforme reiterado em https://www.vaiver.com/vilareal/canelas-solar-dos-silveiras-ou-casa-da-familia-do-general-silveira/.
– Casa do Covêlo, na qual nasce António de Lacerda Pinto da Silveira Teixeira Guedes da Fonseca                        (http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5895).

Vila Real

– Palácio do conde de Amarante (Actual Governo Civil de Vila Real).
– Solar de Mateus, dos morgados de Mateus e condes de Vila Real (nas imediações da cidade).

Vilar de Perdizes

Vilarelha da Raia

Local de combates entre as tropas francesas, aquando da 2.ª Invasão (comandada por Soult), em Março de 1809, e as forças lideradas pelo tenente-coronel Francisco Pizarro. Em Espanha, as forças militares de observação mais próximas são comandadas pelo tenente-general marquês de La Romana ((1761-1811). Em Portugal, os oficiais-generais brigadeiro Silveira (futuro 1.º conde de Amarante) e Bernardim Freire de Andrade comandam tropas em zonas próximas às da entrada dos franceses, a partir da Galiza.

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