Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)
As elites portuguesas sob a regência e reinado de Dom Miguel podem ser classificadas enquanto tipologias sociológicas específicas, embora permeáveis e porosas entre si:
- Aristocráticas;
- Eclesiásticas;
- Militares;
- Políticas;
- Governamentais (entre secretários de Estado e ministros e conselheiros de Estado);
- Do funcionalismo superior (oficiais-mores das secretarias de Estado);
- Diplomáticas;
- Académicas e culturais.
Entre as aristocráticas, são elencáveis os seguintes títulos nobiliárquicos, relevantes nos anos de 1828 a 1834 [29, no total]:
- duques de Cadaval e de Lafões [2];
- marqueses de Abrantes, Belas, Borba, Chaves, Lavradio, Olhão, Tancos e Viana [8];
- condes de Alvito, Barbacena, Basto, Figueira, Oriola, Ponte, Rio Maior e São Lourenço [8];
- viscondes de Asseca, Azenha, Canelas, Queluz, Santa Marta (de Penaguião), São João da Pesqueira, Peso da Régua, Santarém e Várzea [9];
- barões de Molelos e Montalegre [2}.
Entre as militares, podemos destacar:
- os membros da Arma da Cavalaria, do Exército, com os regimentos do Cais (depois, Cavalaria 7, a partir de 1814 estacionado em Torres Vedras), comandado pelo terceiro, quarto e quinto marqueses de Marialva e, mais tarde, pelo 7.º conde da Ponte (função da qual se demite em 1827); e de Macklemburgo (fundado em 1762 pelo duque e grão-duque de Mecklenburg-Strelitz), a partir de 1806, designado por Cavalaria 4, comandado pelo 5.º duque de Cadaval (1797-1801), pelo 6.º marquês de Marialva (1801-1806 e 1809-1812) e pelos condes de São Lourenço, incluindo o 9.º titular dessa Casa Senhorial (1821).
- A Arma de Infantaria, na qual alguns regimentos se destacam, entre o qual o Regimento 23, de Almeida, activo durante a Vilafrancada, significativamente extinto em 1834.
FONTES
– REGIMENTO DE CAVALARIA 4. 240 anos ao serviço do Exército e da Nação (1762-2002). Prefácio pelo Prof. Dr. José Hermano Saraiva, Carregueira, Regimento de Cavalaria 4, 2002, p. 107.