Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)
António Xavier de Abreu de Castelo-Branco falece em Leiria, na freguesia de Nossa Senhora da Assunção, a 4 de Agosto de 1833, segundo informação do Índice do Livro de Óbitos n.º 3-O (https://sites.nosportugueses.pt/pt/160/nome/3544145/antonio-xavier-de-abreu-castelo-branco).
Desconhecem-se mais informações familiares, não se conseguindo, actualmente, confirmar se era aparentado com a família dos marqueses de Belas. Mas é provável que tenha sido casado com uma irmã do 2.º marquês de Belas (1785-1834), cuja existência se desconheça.
Desempenha, no momento da morte, as funções de oficial-maior da Secretaria de Estado e ministério dos Negócios Estrangeiros, sob as ordens do 2.º Visconde de Santarém, com quem seria aparentado, a ajuizar pelas expressões utilizadas em bilhetes do ano de 1833: “Meu Mano do Coração”, “Seu Mano e Amigo” (SANTARÉM 1919 V: 69 e 158-159); “De v. Ex.ª, amigo fiel e criado obrigadíssimo”, com data de 10 de Julho de 1833 SANTARÉM 1919 V: 192-193).
Num primeiro momento, Carlos Matias Pereira substitui, de modo interino, António Xavier de Abreu de Castelo-Branco, provavelmente para se ocupar do expediente diário (Crónica Constitucional de Lisboa nº 112, de 3 de Dezembro de 1833, p. 625). A 14 de Agosto seguinte é nomeado um novo oficial-mor do MNE, António José Viale, o qual transita do ministério da Guerra (SANTARÉM 1919 V 205).
FONTES
– Crónica Constitucional de Lisboa nº 112, de 3 de Dezembro de 1833, p. 625.
SANTARÉM, 2.º Visconde de, Correspondência do… vols. IV, pp. 97, 98, 105 e 107 e V, pp. 69 e 158-159 e 193
– Diário de Ribeiro Saraiva 67