Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo

Alegrete, 5º marquês de (e 8.º conde de Tarouca)

Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)

Luís Teles da Silva Caminha e Meneses, 5.º marquês de Alegrete e 8.º conde de Tarouca, nasce a 7 de Abril de 1775 e morre a 2 de Janeiro de 1828, aos 52 anos, filho do 3.º marquês de Penalva e 7.º conde de Vilar Maior (1754-1818), famoso teórico do pensamento contrarrevolucionário português, e neto do 4.º marquês de Alegrete.

As Casas Senhoriais de Alegrete e Vilar Maior, e de Penalva e Tarouca encontravam-se, então, reunidas pelo casamento dos sextos condes de Tarouca e marques de Penalva, contraído a 15 de Fevereiro de 1748.

Gentil-homem da Câmara de Dom João VI, grã-cruz da Ordem de Torre e Espada e comendador das ordens honoríficas de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Assenta praça a 23 de Abril de 1789 (aos 14 anos), sendo promovido a 18 de Junho de  1790 a alferes, quando conta 15 anos.

É dispensado do serviço desse posto, mantendo o soldo, para poder frequentar a Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho.

Por decreto de 13 de Junho de 1792 é promovido a tenente; por decreto de 1 de Novembro de 1793 é graduado em capitão, patente na qual é efectivado a 25 de Abril de 1794, com 19 anos.

Casa a 10 de Fevereiro de 1793 com D. Francisca de Noronha, filha dos quartos marqueses de Angeja.

Graduado em major a 1 de Maio de 1795, e nomeado sargento-mor (major) agregado para o Regimento de Infantaria de Peniche.

Enviúva a 9 de Dezembro de 1798.

Contrai segundo matrimónio, no Rio de Janeiro, a 1 de Outubro de 1800, com D. Margarida de Almeida, filha dos terceiros marqueses de Lavradio.

Membro da Loja maçónica Capítulo dos Cavaleiros da espada, atinge o grau 6 da respectiva hierarquia em 1802.

Efectivado em tenente-coronel a 15 de Junho de 1802, aos 27 anos. Graduado em coronel a 12 de Abril de 1804 (aos 29).

Passa ao Regimento de Infantaria de Lippe (depois, Infantaria I) a 30 de Dezembro de 1805.

Uma vez no Brasil, é nomeado governador e capitão-general da província de São Paulo, depois do Rio Grande do Sul. Nests região limítrofe do Brasil, não só se distingue pela criação de aulas de instrução primária, mas também por incursões bem sucedidas na Banda Cisplatina (actual Uruguai), com a tomada de Montevideu e a derrota de Artigas ás mãos de Xavier Curado.

Em 1818 é nomeado Conselheiro de Guerra.

De regresso à metrópole, é designado par do reino a 30 de Abril de 1826. Intervém em alguns debates parlamentares, como a propósito da hipótese de encerramento da Universidade e da criação de um Batalhão Voluntário Académico.

Do primeiro matrimónio nasce D. Francisca Xavier Teles da Silva, marquesa de Chaves; do seguindo, o 9.º e 10.º condes de Tarouca e D. Ana Teles, esposa de António de Albuquerque do Amaral Cardoso, senhor da Casa do Arco, de Viseu.

FONTES

– CASTRO, Zília Osório de (Dir.), Dicionário do Vintismo e do Primeiro Cartismo (1821-1823 e 1826-1828). Lisboa: Assembleia da República/Edições Afrontamento, vol. I, 2002, pp. 195-197.
– ZÚQUETE, Afonso Eduardo Martins (Dir., Coord. e Compil.), Nobreza de Portugal e do Brasil, Lisboa, vols. II, 1984 (2.ª ed.; 1.ª ed. 1960), p. 224, e III, 1984 (2.ª ed.; 1.ª ed. 1961), pp. 114-115, 421 e 530.

 

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