Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)

O conde Augusto de La Rochejacquelin que combate ao serviço de Dom Miguel, em 1833, é Auguste du Vergier de La Rochejaquelein (1785-1868), filho de Henri Louis Auguste du Vergier de La Rochejaquelein (1749-1802) e de Constante de Caumont d’Adde (1749-1798). Irmão mais novo tanto de Henri de La Rochejacquelein (1772-1794), a partir de 1793 generalíssimo do exército legitimista na guerra da Vendeia, quanto de Louis de La Rochejacquelein (1777-1815), bem como cunhado de Marie Louise Victoire de Donnissan de La Rochejaquelein (1778-1857), memorialista da Vendeia.
Serve na Royal Navy, quando se exila na Grã-Bretanha.
Subtenente de Cavalaria no exército imperial francês em 1812, combate na campanha da Rússia, sendo ferido no rosto na batalha de Moscovo. Em 1814 é já tenente-coronel dos granadeiros da Guarda Imperial napoleónica.
Junta-se aos legitimistas aquando da quarta guerra da Vendeia, durante o período dos Cem Dias (1815).
Coronel em Setembro de 1815, sob a restauração bourbónica.
Marechal-de-campo em 1818.
Comanda uma brigada aquando da incursão francesa em Espanha, na expedição comandada pelo duque de Angoulême (1823).
Exila-se depois da revolução parisiense de Julho de 1830.
Participa na sublevação vendeana da duquesa de Berry, em 1832.
Tenente-general do Exército de Dom Miguel a 21 de Julho de 1833, duas semanas depois da batalha do cabo de São Vicente, e poucos dias antes da queda de Lisboa nas mãos do duque da Terceira. O seu sobrinho, o conde Louis de Rochejacquelin, morre a 14 de Setembro seguinte, aos 24 anos, no cerco a Lisboa.
Tenente-general ao serviço de Carlos Maria Isidro (Carlos V), participa na Primeira Guerra Carlista (1833-1839).
FONTES
– CARRILHO, Luiz Pereira, Os Oficiais d’El-Rei Dom Miguel (Introdução e índices Nuno Borrego e António de Mattos e Silva), Lisboa: Edições Guarda-Mor, 2002 (reedição fac-similada da 1ª edição, de 1856), p. 94.