Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo

Fonseca, Manuel Pinto da Silveira da

Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)

Manuel Pinto da Silveira da Fonseca, coronel do Regimento 22 de Infantaria aquando da revolução de 24 de Agosto de 1820, é filho ilegítimo de Manuel da Silveira Pinto da Fonseca, e meio-irmão de Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, 1.º conde de Amarante, e de António da Silveira Pinto da Fonseca, 1.º visconde de Canelas. O coronel Manuel Pinto da Silveira da Fonseca marcha com o seu regimento de Leiria para Coimbra, colocando-se às ordens de Bernardo Sepúlveda, contra o próprio meio-irmão, 1.º conde de Amarante, o qual procura resistir à sublevação portuense (CARDOSO 2007: 72).

Na Beira Alta, o governo [cartista] sofreu um rude golpe, com a deserção da guarnição de Almeida, promovida em 15 de Setembro [de 1826] pelo próprio governador da praça, o brigadeiro Manuel Pinto da Silveira da Fonseca, meio-irmão de António da Silveira Fonseca [1.º visconde de Canelas] e tio do marquês de Chaves. Receoso de actos semelhantes da parte de outros comandos militares, [o conde de] Saldanha substitui o visconde de Santa Marta no governo das armas do Minho e chama de novo às fileiras militares liberais de toda a confiança, como os brigadeiros Claudino Pimentel e Freire de Andrade Pego, que ainda se mantinham afastados devido ao seu procedimento repressivo em Trás-os-Montes em 1823 [CARDOSO 2007: 194].

Nesse momento crucial, em que se exigia a maior unidade de comando, as disputas pela liderança agudizaram-se de tal modo que, em Vila Real, na noite de 11 de Dezembro [de 1826], o visconde de Montalegre manda prender o marquês de Chaves e o brigadeiro Manuel Pinto da Silveira [da Fonseca]. Alertado para a prisão de seus tios, o marquês de Chaves manda prender o visconde de Montalegre, a quem acusa de ter roubado uma elevada quantia em Bragança. Porém, no dia seguinte, muda de ideias, liberta-o e nomeia-o comandante de uma divisão [CARDOSO 2007: 202].

FONTES

– CARDOSO, António Monteiro, A revolução liberal em Trás-os-Montes (1820-1834). O povo e as elites, Lisboa, Edições Afrontamento, 2007, pp. 72, 192 e 202.

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