Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo

Andrade, Principal Gomes Freire de (Principal Decano)

Daniel Estudante Protásio (Centro de História da Universidade de Lisboa)

Actualizado a 13 de Abril de 2026

José Gomes Freire de Andrade (1761-1831), irmão do marechal-de-campo Bernardim Gomes Freire de Andrade e do 1.º conde de Camarido, é conhecido enquanto Principal Presbítero Gomes Freire de Andrade, da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa.

Surge na cena pública portuguesa pela primeira vez, de modo documentado, enquanto membro da regência de governadores do reino, com nomeação de 12 de Fevereiro de 1816; e enquanto presidente do governo vintista designado a 15 de Setembro de 1820, neste caso, sendo referenciado enquanto Principal Decano Gomes Freire de Andrade (BENEVIDES 1878: 51-52 e MEDINA 1988 I: 62).

Conselheiro de Estado, por nomeação de 28 de Fevereiro de 1828 (CLEMENTE 1884 II: 363 e 483-484 e Gazeta de Lisboa nº 54, de 3 de Março de 1828: 387).

Está presente:

  • na reunião do Conselho de Estado de 13 de Março de 1828, na qual é votada a dissolução da câmara dos deputados.
  • na reunião alargada do Conselho de Estado, na qual se decide a convocação das cortes tradicionais. Aí afirma que a petição da nobreza, de 25 de Abril de 1828, pediria, formalmente, a reunião dos Três Estados à maneira antiga;
  • nas cortes de Lisboa de 1828 enquanto Principal Decano (SANTARÉM 1919: V 524). 

FONTES

– BENEVIDES, Francisco da Fonseca, Rainhas de Portugal, vol. I, Lisboa, 1878, pp. 51-52.
– CLEMENTE, Barão de São (Clemente José dos Santos, Documentos para a História das Cortes Gerais da Nação Portuguesa., t. II, Lisboa: Imprensa Nacional, 1884, pp. 363 e 483-484.
– GAZETA de Lisboa nº 54, de 3 de Março de 1828, p. 387.
– MEDINA, João (Dir.), História Contemporânea de Portugal, vol. I, Camarate, Multilar, 1988, p. 62.
– SANTARÉM, 2.º Visconde de, Correspondência do… coligida, coordenada e com anotações de Rocha Martins (da Academia das Ciências de Lisboa) publicada pelo 3º visconde de Santarém, vol. V, Lisboa, Alfredo Lamas, Mota e Cª, 1919, p. 524.

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